PARNAMIRIM
Trampolim da Vitória
Parnamirim, localizada na região metropolitana de Natal, é uma das cidades que mais crescem no Rio Grande do Norte, destacando-se pelo seu desenvolvimento urbano, econômico e social. Conhecida como “Trampolim da Vitória” por sua importância histórica durante a Segunda Guerra Mundial, o município preserva suas raízes enquanto avança em infraestrutura, educação e qualidade de vida. Com bairros em constante expansão e forte presença cultural, Parnamirim se consolida como um importante polo regional, atraindo investimentos e oferecendo oportunidades para sua população.


A praça central de Parnamirim, onde está localizada a Igreja Nossa Senhora de Fátima, é um dos espaços mais tradicionais e acolhedores da cidade, servindo como ponto de encontro para famílias, fiéis e visitantes. O local reúne história, fé e convivência, sendo palco de celebrações religiosas e eventos culturais que fortalecem a identidade e as tradições do município.

O Maior Cajueiro do Mundo é uma das principais atrações turísticas da região, impressionando visitantes com sua grandiosidade e beleza natural. Com uma área que ultrapassa milhares de metros quadrados, essa árvore única encanta por seus galhos que se espalham e criam uma paisagem quase mágica, sendo símbolo de orgulho para Parnamiri

A Barreira do Inferno é um importante centro de lançamento de foguetes e referência histórica para o desenvolvimento espacial no Brasil, sendo administrada pela Força Aérea Brasileira. Conhecida como o “Trampolim da Vitória da era espacial”, a base desempenha um papel estratégico desde a década de 1960, além de abrigar um centro de visitantes que conta a história da exploração aeroespacial no país, atraindo turistas e estudantes interessados em ciência e tecnologia.

Bandeira de Parnamirim/RN
HINO DA CIDADE
Como flecha que voa bem alto
Esse Rio Pequeno tenaz,
Glorioso nas terras, nos ares,
Trampolim que nos trouxe a paz.
Base aérea de feitos heróicos,
Guardiã desse céu de anil,
Como águia, protege teus filhos,
Teus lugares de encantos mil.
Parnamirim, Parnamirim, Parnamirim
Essa palma de ouro que tens
Sintetiza esforços de glórias
Que em louro coroa teus bens.
A Barreira do Inferno eleva
Belas naves que assim vão buscar
Em pesquisas de novos saberes
Ganha espaço no bem conquistar.
Tuas dunas margeiam teu mar
Verdes matas a lhes recobrir
São muralhas que já te protegem
E pro futuro que então há de vir.
Parnamirim, Parnamirim, Parnamirim
Essa palma de ouro que tens
Sintetiza esforços de glórias
Que em louro coroa teus bens.
Puras águas as fontes que jorram
Bem maior natural que provém
Em teu solo bondoso repousam
É pra nós como esguicho que vem.
Lindas praias em alvas areias
Negras pedras bordando teu mar
Pium, Pirangi, Cajueiro
E paisagem que faz deslumbrar.
Parnamirim, Parnamirim, Parnamirim
Essa palma de ouro que tens
Sintetiza esforços de glórias
Que em louro coroa teus bens.
Lutadores, os filhos da terra
Educando de modo exemplar
Entoando canções ou folguedos
Ou em líder no bem comandar.
Oh! Meu Deus, abençoa esta terra
Nos caminhos do bem vem guiar
Que haja sempre a paz, não a guerra
E o progresso assim reinará.
Parnamirim, Parnamirim, Parnamirim
Essa palma de ouro que tens
Sintetiza esforços de glórias
Que em louro coroa teus bens.
HISTÓRIA DA CIDADE
Há registros a respeito da doação de extensas áreas a capitães-mores, datadas entre1600 e 1633 (ano da invasão holandesa), com várias referências a topônimos que hojefazem parte do município de Parnamirim. O Rio Pitimbu com seus nomes antigos é umadelas. Porém, apesar das distribuições feitas pelos capitães-mores, e da cobiça dosfidalgos por propriedades, as terras de Parnamirim permaneceram inaproveitadas edespovoadas por séculos.
Em 1881, a região foi cortada pelos trilhos da linha férrea pelo trajeto entre Natal e NovaCruz, seguindo de perto o traçado do velho caminho para a Paraíba e o Recife. Sabe-setambém que em 1889, as terras ao sul do Pitimbu estavam nas mãos do senhor doEngenho Pitimbu, João Duarte da Silva. Posteriormente, o fidalgo comprou a maioriadas propriedades vizinhas, incluindo uma grande área de tabuleiro plano ao sul do rioque dava nome à propriedade. Distante a 18 quilômetros de Natal, a área era conhecidacomo “a planície de Parnamirim”, e fazia parte do Engenho Cajupiranga.
Em 1927, o português Manuel Machado, passou a ser o novo dono das terras doEngenho Pitimbu, que se estendiam dos limites com os Guarapes, Macaíba, e as terrasdo Engenho Cajupiranga ao sul. Ele adquiriu fazendas, sítios, engenhos e terras férteis,mas também áreas extensas e desabitadas. Com a posse das terras não esperavaganhar nenhum título nobiliárquico, apenas que a cidade crescesse e exigisse novosespaços para moradias.
No entanto, foi em meio à aventura dos pioneiros da aviação civil que Parnamirimnasceu. Em 1927 foram abertas diversas rotas aéreas no Brasil, e para isso, foramescolhidas algumas áreas ao longo dessas rotas a fim de que pudesse ser instaladauma rede de aeroportos.
Dessa forma, a Compagnie Générale Aéropostale – CGA (antiga Compagnie Généraled’Entreprise Aéronautique – CGEA), instalou o campo de pouso para ser a cabeça dalinha transatlântica na América do Sul, em uma área doada pelo então dono da maiorparte das terras pertencentes ao “município”, o comerciante Manuel Machado, quecontava com a imediata valorização do restante da sua propriedade.Nesse mesmo período, foi construída uma estrada de rodagem que ligava Natal aocampo de aviação em Pitimbu, facilitando assim, a instalação da Aéropostale no Estado.Essa estrada, na verdade, era uma estrada carroçável que saía do caminho que levavaao porto dos Guarapes, Macaíba, e passava pelo Engenho Pitimbu que acompanhava alinha férrea Natal/Nova Cruz, até o novo campo.
Nos anos seguintes, com a expansão das atividades da Aéropostale, que viria a serabsorvida em outubro de 1933 pela Air France, Manuel Machado vendeu novos pedaçosde terra para a ampliação do “Aeroporto de Parnamirim”.
Em 1933, a Air France absorveu todas as companhias privadas de aviação civil. Novos investimentos foram feitos no campo, e a companhia estatal francesa transferiu os hangares e demais instalações para o outro lado da pista de pouso, onde hoje estão as instalações da Base Aérea de Natal. A partir daí, ficou reconhecida a importância de Parnamirim para o desenvolvimento da aviação internacional.
Com o desenrolar da Segunda Guerra Mundial, o governo Vargas se viu forçado a assinar um acordo de defesa mútua em julho de 1941, ceder as áreas para a instalação das bases norte-americanas no Nordeste em outubro de 1941, e romper relações diplomáticas com a Alemanha, Itália e Japão em janeiro de 1942. Por fim, em 22 de agosto de 1942, declarou guerra aos países do Eixo. A construção das bases naval e aérea em Natal seriam frutos desses acordos.
Para manter as aparências da participação conjunta nos esforços de guerra e salvar aauto-estima brasileira, o governo criou por decreto a Base Aérea de Natal, que daria oimpulso decisivo para o surgimento da cidade de Parnamirim. A pista de pouso dascompanhias comerciais dividia ao meio o campo de Parnamirim. Os brasileiros ficaramcom o lado oeste, onde já estavam as instalações da Air France e da companhia deAviação Italiana (LATI), desativadas desde o início da guerra na Europa. Eraminstalações modestas demais para atender o esforço de guerra dos aliados, e osnorte-americanos preferiram ocupar o lado leste. Lá, eles estavam construindo um novocampo, a Base Leste de Parnamirim Field, o maior campo de aviação e base deoperações militares que os Estados Unidos viria a ter durante a Segunda GuerraMundial fora do seu território.
Em termos estratégicos, Parnamirim Field foi a base de um triângulo que apontava parao “teatro de operações” (o norte da África e o sul da Europa), onde a sorte dos aliadoscontra os nazistas estava sendo lançada. Este triângulo era identificado nos mapasestratégicos norte-americanos como “Trampoline of Victory”.
Somente em outubro de 1946, dezessete meses após a rendição da Alemanha, a Base Leste foi entregue à Força Aérea Brasileira. No mesmo ano, foi inaugurada a “Estação de Passageiros da Base Aérea de Natal”, elevada à condição de Aeroporto Internacional Augusto Severo em 1951.
Para não deixar o Brasil por fora dos conhecimentos tecnológicos que a corrida espacial certamente traria à humanidade, o presidente Jânio Quadros criou na época a Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CNAE). Como conseqüência, em 12 de outubro de 1965, o Ministério da Aeronáutica oficializou a criação do Centro de Lançamentos da Barreira do Inferno (CLBI), instalado em área do município de Parnamirim, e que nos dez anos seguintes, deu a Natal a fama de “Capital Espacial do Brasil”, desenvolvendo vários projetos internacionais em parceria com a NASA. Um dos motivos que levaram à escolha do Nordeste para a instalação de uma base brasileira de lançamento de foguetes, por já ser conhecida e comprovada pela sua posição estratégica em relação ao tráfego aéreo entre a Europa, Norte da África e Estados Unidos.

